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Respeito à diversidade
No dia 17/08/26, as professoras Ana Maria Pereira Lima e Mariana Aprarecida Melo de Oliveira realizaram, com as crianças do agrupamento Minigrupo I A/B, do CEI Camélias, a vivência Contexto nvestigativo dos povos indígenas, proposta que teve como intenção aproximar as crianças da cultura dos povos originários, favorecendo, desde a primeira infância, o respeito às tradições, à diversidade cultural e às diferentes formas de viver e estar no mundo.
A Sala de Referência foi cuidadosamente organizada para proporcionar às crianças uma experiência de exploração, descoberta e encantamento. Imagens relacionadas às culturas indígenas foram disponibilizadas no ambiente, juntamente com uma oca confeccionada pelas professoras e crianças, em papelão, criando um cenário lúdico e convidativo à investigação.
Em outro espaço da sala, as crianças foram convidadas a explorar um “mar” com peixes confeccionados a partir de rolinhos de papel. Com varas de pescar produzidas com gravetos de árvores, elas puderam experimentar diferentes possibilidades de brincadeira e interação. Um cantinho com uma fogueira cenográfica e peixes pendurados, representando o preparo dos alimentos, também compôs o ambiente.
Para ampliar a experiência sensorial e cultural, as professoras utilizaram diferentes texturas, cores e elementos naturais, como folhas, palhas, tintas naturais, café e urucum. Cada material foi escolhido com intencionalidade, contribuindo para a construção de um espaço esteticamente significativo e de respeito às culturas indígenas.
Durante a vivência, as crianças também tiveram contato com brinquedos inspirados em diferentes manifestações culturais, como o pau- de-chuva e o corrupio, que puderam ser explorados e pintados por elas.
Pouco a pouco, as crianças foram se envolvendo com a proposta: tocaram, observaram, investigaram, criaram, dialogaram, expressaram suas ideias, fizeram escolhas e interagiram com os colegas. Nesse processo, construíram novos conhecimentos por meio da curiosidade e da exploração.
Algumas falas registradas durante a vivência revelaram o envolvimento e a percepção das crianças:
“O peixe não quer ir embora da casa dele.”** — L. F.
“A fogueira vai queimar!”** — V. M.
“Você conseguiu, G.! Bom trabalho!”** — V. M.
As falas evidenciam como as crianças atribuem sentido às experiências e constroem narrativas a partir daquilo que observam e vivenciam. A mediação sensível das professoras possibilitou que a exploração se transformasse em oportunidade de aprendizagem, interação e expressão. O contexto investigativo se tornou, assim, espaço de inspiração, estética, respeito e cuidado, no qual as crianças puderam conhecer elementos relacionados às culturas indígenas por meio da exploração sensorial de diferentes materiais, estimulando a curiosidade, o toque, a investigação e a interação. A proposta também contribuiu para ampliar as experiências das crianças, fortalecer vínculos e favorecer o reconhecimento inicial da diversidade cultural, reafirmando o papel da Educação Infantil na construção de relações pautadas pelo respeito às diferenças.
Mais do que uma proposta pedagógica foi uma maneira sensível e significativa de viver a cultura na infância: aprender sentindo, explorando, respeitando e se conectando.
A vivência dialoga com os princípios apresentados no Currículo Povos Indígenas, que destaca a importância de “conhecer e valorizar a diversidade cultural, combater preconceitos e promover o respeito às diferenças” (Currículo Povos Indígenas, p. 108).
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