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Quando o corpo também fala
No dia 09/04/25, os bebês do Berçário II A/B viveram uma experiência sensorial rica em descobertas e encantamento. A proposta Era só uma cenoura..., mas virou o quê?, pensada com cuidado pelas professoras Ramalha Santos e Valéria Natália, partiu de um simples elemento do cotidiano - a cenoura - para criar um universo de exploração, curiosidade e expressão.
Em um ambiente acolhedor e preparado com intencionalidade, os pequenos foram convidados a sentir, tocar, apertar, cheirar e manipular a cenoura de diferentes formas. As texturas, cores e temperaturas despertaram reações diversas: olhos atentos, mãos curiosas, gestos espontâneos e até sorrisos silenciosos revelaram formas puras de comunicação que mostraram o quanto o bebê se expressa com o corpo inteiro.
Com a cenoura nas mãos ou entre os dedos dos pés, eles experimentaram o mundo à sua maneira: batendo, arrastando, esfregando, passando de um para o outro, observando o que acontece quando ela rala, racha, escorrega ou colore. Cada movimento era uma pergunta sem palavras. Somente as ações, as expressões e a investigação sensorial em andamento.
Nesse brincar tão genuíno, a cenoura deixou de ser só um alimento e se transformou em tinta natural, objeto de causa e efeito, brinquedo de partilha, elemento de descobertas. E, sobretudo, se tornou um elo entre os bebês e o mundo à sua volta, incluindo os adultos que, com uma escuta sensível, acompanharam cada gesto como quem lê uma história contada com o corpo.
A Sala de Referência, por alguns momentos, se tornou laboratório, quintal e cozinha tudo ao mesmo tempo. Um espaço onde o tempo desacelera e as pequenas ações ganham valor de grandes aprendizagens. Essa vivência reafirmou que o brincar, desde os primeiros meses de vida, é uma linguagem essencial.
Porque era só uma cenoura..., mas virou toque, cor, descoberta e conexão.
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