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Pequenos exploradores
No dia 19/08/26, em uma manhã ensolarada, a área externa do CEI Jardim Guanabara se transformou em um espaço de exploração, investigação e imaginação. As professoras Adriana Novaes e Renata Silva organizaram uma proposta para as crianças do Minigrupo I C/D, convidando-as a experimentar diferentes materialidades e descobrir, por meio das próprias ações, suas características e possibilidades.
Farinha de trigo, areia colorida e flocos de milho foram dispostos juntamente com potes, funis, peneiras e diferentes recipientes, compondo um ambiente acessível e instigante. A organização dos materiais possibilitou que as crianças fizessem escolhas, experimentassem diferentes movimentos e encontrassem seus próprios caminhos para brincar e investigar.
Logo, as mãos começaram a tocar, misturar, transferir, encher, esvaziar, peneirar e despejar. Ao manipular os materiais, as crianças perceberam que cada um apresentava características próprias e reagia de maneira diferente às suas ações. Alguns elementos escorriam rapidamente pelos funis; outros exigiam mais tempo, força ou diferentes movimentos para atravessar os recipientes. Assim, a exploração foi se constituindo como uma investigação construída pelas próprias crianças, a partir da observação, da experimentação e da comparação.
Enquanto investigavam, o brincar simbólico também ganhou espaço. Bryan, envolvido com sua produção, chamou a professora e anunciou:
— “Olha, professora, estou fazendo um bolo! Hummm...”
Em sua fala, a farinha, os recipientes e os demais materiais deixavam de ser apenas objetos de exploração e passavam a compor uma brincadeira de faz de conta, ganhando novos significados a partir da imaginação da criança.
Baruc, atento ao que acontecia diante de seus olhos, observou a farinha passando pela peneira e afirmou:
— “É areia!”
Sua fala revelou uma tentativa de nomear e compreender aquilo que observava, estabelecendo relações a partir de suas próprias referências.
Yohan também encontrou na experiência a possibilidade de criar. Com olhar atento, envolveu-se na manipulação dos materiais e anunciou:
— “É massa, professora!”
As falas e ações das crianças mostraram diferentes formas de participar da proposta: algumas se concentraram nas propriedades dos materiais, outras se envolveram nas possibilidades de transferência e manipulação, enquanto outras transformaram a exploração em situações de faz de conta. Em todos esses movimentos, estavam presentes a curiosidade, a autonomia, a imaginação e o desejo de descobrir.
Ao acompanhar a vivência foi possível perceber que os materiais ganharam novos sentidos a partir das ações e das narrativas das próprias crianças. A farinha, a areia colorida e os flocos de milho se tornaram ingredientes de receitas imaginárias, elementos para comparar e investigar e caminhos para experimentar diferentes possibilidades de brincar.
Mais do que oferecer materiais diversos, a proposta possibilitou às crianças tempo e liberdade para fazer escolhas, testar ideias, observar resultados e compartilhar suas descobertas. O protagonismo esteve presente justamente na possibilidade de cada uma encontrar seu próprio modo de participar e construir significados durante a experiência.
Entre peneiras, funis, misturas e receitas inventadas, a manhã revelou a potência de uma infância que aprende enquanto brinca, investiga e imagina. Porque, quando as crianças encontram espaço para experimentar e tempo para descobrir, até os materiais mais simples podem se transformar em caminhos para conhecer o mundo.
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