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Investigando possibilidades
Em uma manhã fria e chuvosa da segunda feira 25/05/26, a professora Ana D’ Avila Silva propôs para as crianças do Minigrupo II A um contexto explorativo com vasta variedade de materiais heurísticos de diferentes formas, tamanhos, pesos, texturas, cores e funções, trazendo consigo uma série de possibilidades e descobertas.
Antes mesmo de começarem a explorar, enquanto a professora preparava o ambiente, já era possível escutar curiosidades nos diálogos entre eles, que indagavam uns aos outros sobre o que iriam fazer.
A proposta surgiu a partir do projeto Mãos que potencializam o aprendizado, no qual, por meio do toque, da observação e da manipulação das materialidades, as crianças descobrem o mundo e criam possibilidades com as materialidades. Sendo assim, ao circular e explorar os espaços, as crianças puderam escolher o que gostariam de explorar, manipular, experimentar, sentir as texturas, criar estruturas e meios.
O registro escolhido retrata a ação das crianças mediante a exploração e nela podemos observar a sutileza do Théo Bernardo enfileirando os palitos de sorvete sobre o chão, um ao lado do outro, silenciosamente.
Enquanto isso, Ester e Louise dialogavam entre elas a respeito das argolas e Louise dizia: “_ Amiga vamos colocar no braço e fingir que é pulseira? ”.
Ester afirmou, dizendo: “_sim, vamos! ”. Lucas, observando do outro lado disse: “_. Não! As argolas são para colocar nos cilindros. Não é pulseira! ”. As meninas voltaram a afirmar que sim, era uma pulseira.
Lucas apresentou indecisão sobre o que escolher e explorar, então, preferiu observar os seus amigos brincando.
Maria Alice pegou um celofane na cor laranja e ao manipulá-lo sentiu a textura e a cor e levantando em direção à luz percebeu o tom de cor que o material emitia. Então, criando uma nova possibilidade ao material, envolveu o celofane sob um cilindro de papelão e formou uma lupa. Novamente ela direcionou o cilindro com o celofane para a luz e começou a observar. A professora percebeu a tal ação de Maria Alice e resolveu questionar sobre o que ela estava vendo e ela sorrindo respondeu: “_A luz está laranja professora Ana! ”. A professora respondeu: “_ sério? Deixe-me ver, então! ”.
De fato, como foi diferente observar o mundo mediante o reflexo do celofane laranja. O movimento de vai-e-vem das molas chamaram a atenção de João e André que, por sua vez, as tentavam encaixar por dentro do cilindro cuidadosamente até serem introduzidas completamente.
Ao longo da proposta, as crianças demonstraram autonomia ao explorar os materiais, estabelecendo relações, investigando cores, formas, texturas e transformações. No ambiente intencionalmente preparado, cada gesto, cada repetição e cada descoberta revelou crianças curiosas, investigativas e protagonistas de suas aprendizagens, construindo saberes e experiências significativas desde muito cedo.
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