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De onde vem o leite?
As temáticas organizadas nos contextos investigativos do CEI Jardim Novo Horizonte buscam, a partir da curiosidade e das manifestações das crianças, estruturar os próximos capítulos de nossas aventuras. E, assim, semana após semana as crianças se tornam mais pertencentes e protagonistas de suas belas histórias e aprendizados. De repente, na roda de conversa, enquanto falávamos sobre os bebês, tema que esteve presente nas vivências durante uma semana, surgiu uma fala que nos instigou a outras investigações. Então, Rael Almeida afirmou, dizendo:
-“O bebê toma leite do tetê da mamãe! ”(talvez até se referindo a ele mesmo).
A partir desta fala, as professoras do Minigrupo I, Chayane Carmo e Gabriela Citro, começaram a pensar com as crianças sobre o leite e seus percursos: De onde vem? Como é produzido? Como chega até nós? Aquilo que surgiu espontaneamente em uma roda de conversa se tornou o ponto de partida para descobrirem juntos: ”De onde vem o leite?”
Para isso, confeccionaram a vaca, conversaram sobre a produção do leite, criaram um espaço que nos aproximasse do universo de uma fazenda e participaram com eles de uma ordenha. A atenção e curiosidade fizeram parte das muitas emoções entre as crianças. E, enfim, depois de um período de vários dias de chuva e tempo frio, em 21/09/26, na área externa do CEI, todos foram para a ordenha. Aí veio o desafio: como tirar o leite da vaca? Bento apontava mostrando o que via: ”Olha, olha é dali que sai o leite”.
As reações foram diversas e muito curiosas. Todos participaram da ordenha. Alguns se aproximaram com certo receio, preocupadas em não machucar a vaca (mesmo sabendo que ela não tinha vida), e foram realizando a ordenha cuidadosamente, apertando devagar, observando e querendo logo descobrir como aquele leite iria sair.
Entre apertos cuidadosos, risadas e muita curiosidade, a experiência foi ganhando novo sentido. As crianças não estavam apenas observando uma ordenha: estavam numa vivência que até então conheciam apenas por meio de conversas e das representações
E foi justamente aí que a proposta ganhou um desdobramento não previsto. Depois daquele dia, a vaca não voltou a ser apenas parte do cenário. Ela ficou!
Passou a fazer parte dos arranjos da sala, das brincadeiras e do cotidiano das crianças. Procuram a vaca, fazem carinho, cuidam dela e retomam em diferentes momentos aquilo que vivenciaram durante a proposta. Assim, a fala em uma roda de conversa percorreu um caminho cheio de perguntas, descobertas, experiências e terminou em uma apropriação do grupo.
Agora a vaca é a mascote da sala, elemento que alimenta memórias e impulsiona o brincar.
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A SBSC tem parceria com a Prefeitura Municipal de São Paulo para administração de 12 CEIs. Nosso objetivo é garantir à criança o acesso a processos de apropriação, renovação e articulação de conhecimento e aprendizagens.