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22/04/2026

Ateliê das moradias: como é a minha casa?

Construindo  moradias

No dia 23/03;26, as professoras Maíra Alves e Mariana Melo desenvolveram com o agrupamento Minigrupo I A/B a proposta Ateliê das Moradias, com o objetivo de ampliar o repertório sobre os diferentes modos de viver e habitar, partindo das experiências e curiosidades do próprio grupo.

A iniciativa surgiu por meio das falas das crianças, em momentos de convivência, quando começaram a compartilhar aspectos de suas casas e demonstrar interesse em conhecer outras formas de moradia. Diante disso, as educadoras organizaram uma sequência de vivências que envolveu escuta, exploração e construção coletiva. No primeiro momento, uma roda de conversa possibilitou que as crianças expressassem seus conhecimentos prévios. “Minha casa tem portão grande!”, disse L.F. “A minha tem janela.”, complementou A. B. Quando a professora perguntou onde moravam, A. afirmou: “Eu moro na minha casa”. A educadora compartilhou que mora em apartamento, o que despertou muito a curiosidade do grupo, gerando várias perguntas como: “É no alto?” e “Como sobe?”.

Então, as professoras organizaram a proposta no parque, utilizando um tapete para acolher o grupo. No tapete foram disponibilizados materiais como pedaços de papelão, tinta e outros elementos, convidando-os à construção de diferentes tipos de moradia. Para inspirar e enriquecer o momento foram apresentadas referências visuais de casas térreas, apartamentos, sobrados, barracos e edifícios.

Durante a vivência, o faz de conta ganhou destaque. “Essa é a minha casa.”, isse G, enquanto M.M. afirmava: “Aqui mora minha família!”. As interações entre os pares também se mostraram significativas, com trocas, negociações e construções coletivas.

O processo evidenciou diferentes formas de participação. H. por exemplo, demonstrou seu pensamento principalmente por gestos, indicando necessidades como molhar a tinta, construindo de acordo com as suas potencialidades. Já G. a princípio preferiu apenas observar e à medida em que foi se interessando, se aproximava gradualmente até que pediu para a professora: “Posso fazer também?”.

No momento da conclusão, as crianças compartilharam suas narrativas e produções: “Minha casa é perto da escola.”, disse H. M. e J.C. prosseguiu: “Na minha casa tem televisão”. O espaço se tornou um cenário de descobertas, onde cada construção carregava significados para eles.

A proposta dialoga com as concepções de Educação Infantil que valorizam a criança como sujeito ativo no processo de aprendizagem. Segundo o educador italiano Loris Malaguzzi, as crianças possuem “cem linguagens” para se expressar, sendo fundamental que o ambiente e as propostas pedagógicas possibilitem múltiplas formas de criação e comunicação. Neste sentido, o Ateliê das Moradias favoreceu a imaginação, a expressão simbólica e a construção de conhecimentos a partir das interações. A experiência reforça a importância de práticas pedagógicas que partem da escuta sensível e do protagonismo infantil, promovendo aprendizagens significativas e conectadas à realidade das crianças.

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