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20/08/2026

Entre mãos, misturas e descobertas

Brincando com materialidades

No dia 30/07/26, em uma manhã dedicada às descobertas, as professoras do Minigrupo I A/B, do CEI Jardim Guanabara,  convidaram as crianças para uma experiência sensorial na área externa. O espaço foi cuidadosamente organizado para provocar curiosidade, despertar sentidos e ampliar possibilidades de investigação por meio do brincar.

Sob a mesa, recipientes, funis, colheres, potes e uma massa de textura úmida e maleável aguardavam os pequenos. Assim que chegaram, os olhares curiosos revelavam o desejo de descobrir o que aquele convite poderia proporcionar. Pouco a pouco, as mãos começaram a tocar, apertar, misturar, transferir, encher, esvaziar e observar atentamente as transformações que aconteciam.

Cada gesto revelava uma nova descoberta. Enquanto manipulavam a massa, as crianças experimentavam diferentes maneiras de explorá-la, percebendo sua consistência, suas possibilidades de transformação e os efeitos produzidos pelas próprias ações. O corpo, os sentidos e a imaginação conduziam a investigação, transformando uma experiência simples em rico momento de aprendizagem.

Foi nesse movimento de exploração que a linguagem ganhou espaço. Ao sentir a textura pela primeira vez, Samuel compartilhou, com entusiasmo:

— "Olha, professora! Tá molinha!"

Sua observação despertou ainda mais curiosidade entre os colegas. Com as mãos mergulhadas na massa e os olhos brilhando, Gael completou:

— "Nossa, isso aqui é muito gostoso de pegar e apertar assim!"

Pouco depois, Bernardo ampliou a brincadeira ao propor:

— "Vamos apertar e fazer uma sopa bem gostosa?"

A partir desse convite, a exploração ganhou novos significados. Os materiais deixaram de ser apenas objetos de investigação e passaram a compor um cenário de faz de conta, no qual as crianças criavam receitas, misturavam ingredientes imaginários e compartilhavam suas invenções. Entre uma descoberta e outra, construíam diálogos, negociavam ideias e atribuíam novos sentidos à experiência.

Algumas crianças preferiram sentir a massa escorrer entre os dedos, observando atentamente suas transformações. Outras dedicaram-se a encher e esvaziar recipientes, utilizando funis, colheres e potes para experimentar diferentes formas de manipulação. Ao observarem as estratégias dos colegas, ampliavam suas próprias possibilidades de brincar, investigar e aprender.

Naquela manhã, a área externa se transformou em verdadeiro laboratório de experiências, onde o brincar, a exploração sensorial e as interações caminharam lado a lado. Respeitando o tempo de cada criança, a proposta favoreceu a curiosidade, a criatividade, a autonomia e o protagonismo infantil, permitindo que o conhecimento fosse construído pelas próprias mãos.

Por que, na infância, é no encontro entre os materiais, os sentidos, a imaginação e as relações que surgem as aprendizagens mais significativas. E foi justamente entre mãos curiosas, misturas, conversas e descobertas que o Minigrupo I A/B viveu mais uma experiência em que brincar também foi uma forma de conhecer o mundo.

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