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Aroma de café
No dia 28/07/2525, em uma manhã tranquila e com ar suave que trazia calma ao ambiente, a professora Margarete Martins convidou as crianças do agrupamento Minigrupo II B, do CEI Jardim Guanabara, a mergulhar no universo do café, em uma experiência sensorial e simbólica realizada na área externa da unidade.
Para isso foi preparado um espaço especial, cheio de possibilidades com panelinhas, copos, pazinhas, colheres, potes e uma cafeteira antiga que despertou a curiosidade das crianças e lembrava a cozinha de casa, trazendo memórias guardadas no coração.
O objetivo da vivência foi favorecer a imaginação e a memória afetiva ao brincar de faz de conta, estimulando a percepção sensorial, a linguagem oral, a criatividade, a concentração, a cooperação e o contato com os aspectos culturais e familiares.
Algumas crianças preparavam o café com cuidado e outras inventavam receitas de bolos imaginários, enquanto a brincadeira desenrolava. Maria Cecília, observando atentamente os utensílios e o espaço do café, aproximou-se devagar da cafeteira e com as mãos cuidadosas apertou um botão imaginário e se dedicou a cada gesto medindo, despejando e organizando os potes com atenção.
Enquanto isso Lilian, com doçura, ofereceu café à professora, lembrando que estava quente e pedindo que tomasse cuidado. Do outro lado, Gabriela se encontrava explorando o pó com as mãos, sentindo sua textura e seu cheiro, encantada pelo aroma acolhedor do café.
Cairo, lembrando de casa, disse com brilho nos olhos: Vou fazer café para minha mãe e meu pai também, eu sou criança, professora e não posso tomar café ainda, minha mãe falou que só quando eu crescer.
O que poderia ser apenas um faz de conta, revelou-se uma vivência cheia de significado, unindo memórias, culturas e afetos. O café deixou de ser alimento e se tornou um pote entre histórias e lembranças, mostrando como a infância transforma gestos cotidianos em experiências profundas, inesquecíveis e carregadas de sentido.
Cada detalhe vivido, do cheiro ao toque, das risadas e das receitas imaginarias, contribuiu para um momento de conexão e cuidado entre as crianças e o ambiente ao redor.
A vivência lembrou que brincar é muito mais do que diversão: é oportunidade de sentir, experimentar, compartilhar e criar memórias que permanecem, transformando gestos simples em experiências que aquecem o coração e alimentam a imaginação.
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